DUIMP e o Novo Processo de Importação: o que a sua empresa precisa fazer antes do próximo embarque
A migração da DI para a DUIMP está acelerando por modal e por regime. Explicamos o Catálogo de Produtos, o LPCO e os erros mais comuns que atrasam a liberação.

A DUIMP (Declaração Única de Importação) não é apenas um novo formulário. É a peça central do Novo Processo de Importação do Portal Único Siscomex, que substitui a DI e a DSI e muda a lógica do despacho: em vez de declarar tudo no fim, a empresa constrói a operação em etapas, com dados estruturados e anuências integradas.
O que muda na prática
- Catálogo de Produtos: cada item importado precisa estar cadastrado com atributos técnicos padronizados por NCM. Sem catálogo, não há DUIMP.
- LPCO: licenças, permissões, certificados e outros documentos passam a ser solicitados no Portal, antes ou durante o processo, e vinculados à declaração.
- Pagamento centralizado: os tributos federais são recolhidos de forma integrada, com possibilidade de pagamento após o desembaraço em alguns casos.
- Gestão de risco baseada em dados: quanto melhor a qualidade da informação, menor a chance de canal amarelo ou vermelho.
Os erros que mais vemos
Em nossa experiência acompanhando a migração de clientes, três problemas se repetem:
- Catálogo feito às pressas, com descrições copiadas da fatura e atributos incompletos. Resultado: exigências e retrabalho.
- Anuentes tratados como etapa final. No modelo novo, Anvisa, MAPA, Inmetro e outros órgãos precisam entrar no planejamento antes do embarque.
- Integração de sistemas ignorada. Empresas que importam com frequência precisam integrar o ERP ao Portal Único, sob pena de digitar tudo duas vezes.
Boa notícia: quem estrutura bem o catálogo colhe ganhos permanentes. Um cliente do setor de peças automotivas reduziu o tempo médio de liberação de 4,2 para 1,8 dias após a migração completa.
Como a TMLOG conduz a migração
Começamos pelo inventário de NCMs e pela construção do Catálogo de Produtos com a equipe técnica do cliente. Em seguida, mapeamos os LPCOs necessários por produto, definimos o fluxo com os anuentes e rodamos um piloto com embarques de baixo risco. Só depois migramos a operação inteira.
O cronograma oficial de obrigatoriedade avança por modal e regime. Não espere a data-limite: o volume de dúvidas e a fila de atendimento dos órgãos crescem à medida que o prazo se aproxima.



