Câmbio volátil: cinco práticas para proteger a margem na importação
O dólar oscilou mais de 15% nos últimos doze meses. Quem importa sem política cambial está apostando, não gerindo. O que fazemos com nossos clientes.

Não existe importador que nunca tenha sido surpreendido pelo câmbio. A diferença está em quem trata isso como risco a ser gerido e quem trata como fatalidade. Em um ano de juros altos, ruído fiscal e tarifas externas, a volatilidade veio para ficar. Estas são as práticas que aplicamos com nossos clientes.
1. Separe o câmbio do preço de venda
O erro mais comum é precificar o produto com o dólar do dia do pedido e descobrir, sessenta dias depois, que a margem evaporou. Defina uma política: qual câmbio entra no preço, com que frequência a tabela é revisada e a partir de que variação o reajuste é automático.
2. Use hedge simples, mas use
NDF e contratos a termo são acessíveis para empresas médias e travam o custo do lote no momento do pedido. Não é especulação: é a garantia de que a margem calculada será a margem realizada. Para volumes recorrentes, uma política de hedge escalonado (cobrir 50% no pedido e o restante no embarque) reduz o risco de travar no pior momento.
3. Negocie prazo com o fornecedor, não só preço
Um fornecedor que aceita pagamento a 90 dias contra documentos ou carta de crédito muda a exposição cambial do lote. Muitas vezes, uma pequena concessão de preço compra um prazo que vale mais.
4. Repense o Incoterm
Comprar EXW ou FOB e contratar frete em reais com o seu parceiro logístico no Brasil reduz a parcela do custo exposta ao dólar. Nem sempre é a melhor opção, mas deve estar na conta.
5. Planeje os embarques com o calendário do câmbio
Concentrar embarques em períodos historicamente voláteis, como fechamento de trimestre ou eventos fiscais, aumenta o risco. Distribuir lotes ao longo do ano e manter estoque de segurança para os itens críticos dá liberdade para esperar uma janela melhor.
Câmbio não se prevê. Se administra.
A TMLOG apoia o cliente com simulações de custo desembarcado em diferentes cenários cambiais e com parceiros financeiros para operações de hedge e câmbio comercial.



